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Recados

O Grande Círculo da Educação  

Cartelado por Inquisidor

Num dia como hoje, de há muitos anos, morreu o ditador.

E, num dia como o de ontem, de há ainda mais anos, as mulheres votaram pela primeira vez algures na europa. Às vezes, as coisas óbvias custam.

A democracia é esse sistema imperfeito que merece as bem-aventuranças do governantes, mas que desperta todo o tipo de suspeitas.

A democracia só é boa quando repartida por aqueles que são chamados ao governo. E outros lugares afins!

Ninguém quer a participação de «adventistas!»

Em Portugal, que hoje justifica os bombardeamentos de países longínquos e que denuncia os défices económicos, financeiros e democráticos das suas instituições, ninguém quer dar-se conta de que o voto das mulheres só tem 75 anos. E que durante quatro décadas a urna foi, em Portugal, uma invenção do demónio.

«T’arrenego “Satanás!”»

Em todas as causas realmente angustiantes da convivência humana, o acesso das mulheres ao sufrágio é algo que merece uma reflexão.

Não se trata do voto, mas dos motivos que levaram, durante algum tempo, a negar o voto às mulheres.

E não se trata agora de considerar que a feminofobia eleitoral fosse uma decisão genuinamente portuguesa. É que entre nós só se sabe copiar o que de bom ou mau se faz lá por fora.

Outros países, que durante anos foram um exemplo de ordem e de suposto rigor, não abriram o direito de voto às mulheres até há bem pouco tempo.

A Suiça aprovou-o em 1971 e as mulheres do Lichtentenstein só o conseguiram em 1984.

Eram anos nos quais os bastiões do capitalismo europeu não eram muito diferentes, democraticamente falando, das ditaduras do Pacto de Varsóvia, Portugal, Espanha e outros…

Mas, poucos meses antes que se começasse a assolar o Afeganistão, para encontrar Bin laden e para retirar a burka às mulheres afegãs, numa tumultuosa assembleia internacional, aprovou-se a possibilidade de as mulheres poderem ser sócias de todas as instituições.

Que estranho atavismo foi conseguido por esa marginalização da mulher durante o século XX?

AH! Mas a mulher, no plural, podia e devia trabalhar árduamente em casa, no campo, na fábrica, no escritório, na Escola!!!

As manifestações das chamadas “sufragistas”, dos princípios do século passado, com seus panamás bem colocados na cabeça, tiveram de enfrentar-se com homens barbados, que clamavam pela negação ao voto feminino.

De nada tinham servido as declarações de independência de tantos países americanos nem a declaração dos direitos do homem. Afinal eram do homem apenas. A mulher continuou na sombra política, até que a primeira guerra mundial levpou muitas delas aos campos de batalha, e a segunda significou a incorporação num sistema produtivo para suprir os operários que mudaramda chave inglesa para a metralhadora.

Mas, falava de Portugal e desses direitos constantemente postos em dúvida ou mesmo de lado, pelo sistema.

O voto feminino de 1933 – essa tremenda farsa – menteve a direita no poder, dizem alguns. Mas, as milicianas da frente popular combateram, na primeira linha, contra o fascismo.

Seguidamente, tudo foi um novo passo atrás.

Hoje, é difícil contar a uma jovem universitária que, não há tanto tempo assim, que a mulher, pelo simples facto de o ser, necessitava da autorização marital para abrir uma conta corrente ou para comprar um carro… devendo “servir” o seu senhor marido e parir filhos.

Surgiram as quotas, mais recentemente, e algums fazem questão de afirmar que cumprem com o estipulado…

Trinta e mais alguns anos de voto livre (em plena ou fictícia liberdade) feminina, levam-nos a pensar que esta conquista político-social é já irreversível e que, doravante,, talvez a democracia possa ser abolida pela força das armas mas, supondo que não o seja, será uma abolição para todos.

O mundo não está completo e a igualdade entre a cidadania continua a ser uma causa.

Mas hoje é um feliz dia para as mulheres e um dia de contrição para certos homens…

Professor; olhe a consciência…  

Cartelado por Inquisidor

Mude, mas comece devagar, porque a direcção é mais importante que a velocidade.

Sente-se noutra cadeira, do outro lado da mesa ou secretária. Mais tarde, mude mesmo de mesa ou de secretária.

Quando sair de casa, procure andar pelo outro lado da rua. Sim, o outro…

Depois, mude de caminho, ande por outras ruas mas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde passa. Tome outros meios de transporte.

Por algum tempo, mude o estilo das roupas. Ofereça a alguém os seus sapatos velhos, procurando andar descalço alguns dias.

Apesar do tempo que faz, tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo sob outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.

Durma do outro lado da cama… depois, procure dormir noutras camas.

Assista a outros programas de televisão, compre outros jornais, leia outros livros, viva outros romances…

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde, levante-se mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente a novidade todo o dia, o novo lado, o novo método (!!!), o novo sabor, o novo jeito e a nova forma, o novo prazer, a nova vida.

Tente. Procure novos amigos, tente novos amores, faça novas relações.

Almoce noutros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre o pão noutra padaria.

Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro dentífrico, tome benho em novos horários.

Use canetas doutras cores e vá passear noutros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Deite fora os velhos relógios e parta, delicadamente, eses horrorosos despertadores, vá a outros cinemas, outros cabeleireiro, outros teatros, visite novos museus.

Se não encontrar rezões para ser livre, invente-as. Seja criativo.

Aproveite para fazer uma viagem despretenciosa, longa, se possível sem destino. Experimente novas coisas. Troque de novo. Mude novamente. Experimente outra vez.

Certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda. Repito ser necessária a alegria de viver: a salvação é o risco, sem o qual a vida não vale a pena.

AH! E ganhe consciência, que é o que falta a tanta gente. O que é a consciência?

Ao longo de milhares de anos, a consciência, o seu significado de origem tem sido objecto de inúmeras discussões.

Actualmente, os especialistas na matéria, psiquiatras, psicólogos, filósofos e neurologistas, continuam em profunda discordância.

Para uns, a consciência é o conhecimento da própria identidade, isto é, o apercebermo-nos do nosso próprio comportamento e das suas causas e efeito.

Neste sentido, a consciência é algo que as plantas provavelmente não possuem, que alguns animais possuirão e que a maioria das pessoas possui de forma clara e suficiente.

Outra forma de a definir, é através da experiência pessoal.

Estamos mais ou menos inconscientes quando nos encontramos a dormir, estamos sob o efeito duma droga ou fomos atingidos por uma pancada, voltando a estar conscientes quando acordamos.

Nesta acepção, consciência tem para nós particamente o e«mesmo significado que para os animais. Se o estado de inconsciência se prolonga, como num coma profundo, pode ser necessária a actuação médica, para evitar a morte.

O fulcro de muitas discussões acerca do significado da consciência é o saber-se se a consciência humana representa ou não determinada forma de atributo não físico, que transcende o conhecimento científico.

Alguns daqueles que entendem que o cérebro e a mente são essencialmente duas entidades distintas, uma quantitativa e outra qualitativa, consideram o cérebro, mas não a mente, acessível á análise científica normal.

Segundo este ponto de vista, a consciência humana, nos seus níveis mais elevados, é inatingível; a mente corresponde, neste sentido, à alma ou ao espírito.

Perguntaram-me há dias se considerava os políticos possuidores de consciência, limitando-se a minha resposta a um enigmático e irónico sorriso…

A grande vantagem dos humanos  

Cartelado por Inquisidor

Em muitas funções e aptidões, alguns animais são claramente superiores ao homem.

Por exemplo, as enguias, o salmão, o alce e muitas espécies de aves, demonstram um sentido de orientação espantoso nas suas longas migrações.

Os donos de cães e ou gatos sabem que estes animais possuem sentidos de olfacto e audição melhores que os nossos.

Por detrás de cada um destes talentos sobre-humanos está uma área do cérebro maior que a nossa, ou estruturada por forma a possibilitar essa faculdade específica.

(Uma pergunta que muitos se colocam é: “Será que os políticos em geral e os que governam em particular, se consideram superiores aos demais?”)

Em contrapartida, aquilo que distingue verdadeiramente o cérebro humano é a dimensão relativa do córtex cerebral, o revestimento da massa cinzenta, com cerca d oito milímetros de espessura, que envolve exteriormente os lobos e hemisférios cerebrais.

O homem é o animal em que, relativamente à dimensão do corpo, a espessura cortical é maior.

É evidente que, ao falar do homem falo também da mulher, embora se possa e talvez deva falar de algumas em especial…

O córtex cerebral humano distingue-se ainda pela sua enorme quantidade de dobras e redobras 8circunvoluções, ou giros) e sulcos, ou cisuras, que assim aumentam a superfície do córtex e permitem que uma quantidade máxima de massa cinzenta se encontre dentro dos limites rígidos da caixa craniana.

O encéfalo dos mamíferos inferiores, com córtexes menos pregueados (relativamente mais lisos) , tem menor superfície e, consequentemente, menos massa cinzenta.

A maioria dos estudiosos concorda em que as faculdades únicas do encéfalo humano são directamente imputáveis ao córtex cerebral.

É dali que derivam as funções intelectuais superiores e é ali a sede de, por exemplo, a linguagem – falada e escrita – que nos distingue doutros mamíferos e que enforma o raciocínio – a observação, a análise e integração da experiência, a capacidade de resolver novos problemas – a capacidade de antecipação e previsão e a própria imaginação.

Deve considerar-se três “sub-encéfalos” no encáfalo humano.

O primeiro, é essencialmente formado por estruturas no topo da espinal medula, incluindo porções do tronco cerebral.

Porque, sob certos aspectos, se assemelha ao encéfalo total dos répteis, esta parte do nosso encéfalo é denominada reptiliana.

Como o encéfalo completo do lagarto ou da serpente, o nosso controla funções como a regulação da respiração, do funcionamento cardíaco e dos movimentos musculares, e ainda as necessidades primárias, como a alimentação, a reprodução e a autoprotecção.

(Será, pois, de estranhar a perplexidade que acompanha o sentimento de revolta dos professores em Portugal?)



Às faculdades cerebrais dos répteis, os mamíferos juntam-lhes outras dimensões.

O seu comportamento, por exemplo, envolve complexas respostas emocionais. Rosnam, encolhem-se com medo, ronronam, ensinam os filhos, até dos outrsos..., e podem até mostrar-se envergonhados ou culpados quando fazem algo errado.

Estes comportamentos, que traduzem a vida emocional apenas presente nos mamíferos, têm o seu centro numa estrutura que nos répteis apresenta apenas uma forma rudimentar: trata-se do sistema límbico, que nos mamíferos é tanto mais complexo quanto mais se ascende na escala evolutiva.

Por isso se vê neste sistema p cerne do nosso “segundo encéfalo”.

O “terceiro encéfalo” é formado pelas protuberâncias exteriores do cérebro e pelo córtex cerebral que as envolve – é o encéfalo dos mamíferos superiores, o centro do raciocínio.

Área de Projecto  

Cartelado por brit com

Uma Área de Projecto de 7º ano:

http://diariodeleedela.blogspot.com http://diariodelaedele.blogspot.com

Calendário negocial e a prova de ingresso  

Cartelado por Roberto

O Ministério da Educação divulgou a proposta do calendário negocial proposta de calendário negocial para revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
Calendário negocial:
reuniões agendadas (sempre às 15horas)

Dia 25/11 - Estrutura da Carreira Docente
Dia 2/12 - Estrutura da Carreira Docente
Dia 9/12 - Avaliação do Desempenho Docente
Dia 16/12 - Avaliação do Desempenho Docente
Dia 23/12 - Transição entre Modelos
Dia 30/12 - Transição entre Modelos e Conclusão

A questão relativa à prova de ingresso não se encontra contemplada pelo Ministério nesta proposta. A prova de ingresso destina-se a uma grande parte dos professores contratados e recém-licenciados sendo eles os mais precários e fragilizados. Será que o ME tem a intenção de deixar esta questão de fora da negociação!
Dado que o calendário ainda não é definitivo, estou convencido que se trata apenas de um esquecimento do ME e que este integrará brevemente a questão da prova de ingresso nas rondas negociais que se avizinham, dado que a mesma é parte integrante do ECD e de certa forma da Estrutura da Carreira Docente.

Dão-me licença?  

Cartelado por Inquisidor

Estão os amigos professores prontos para entrar num universo de extremo poder? Esse lugar está dentro de cada um, na intimidade do vosso coração.

O que agora existe na vossa vida, é o resultado do que vêm a sentir e a pensar; a sementeira é livre. Porém, a colheita é implacável.

Vales e motanhas, estrelas e galáxias… tudo é produzido dentro da mente universal, havendo uma conexão que a tudo nos liga.

Tudo tem início dentro de si. É um cliché bastante usado, mas não há outra regra para o processo de conseguir criar a vida que sempre quis ter.

EmcCada um de nós, todos nós, existe um pequeno EU que, quando não controlado nos pode conduzir a determinados dédalos…

Ver para crer! Sempre?

Nunca nenhum do meus amigos calculou mal uma distância? Nunca lhe pareceu ver a Lua correr através dos césus? Nunca viu uma folha verde (que era um insecto) levantar voo?

No mundo da visão, nem tudo o que reluz é ouro: os mesmos dados que nos fornecem a percepção visual, podem iludir-nos, se combinados de determinada forma.

O mundo que cinhecemos é formado por infinita combinações de formas, desde as simples linhas rectas duma régua, até aos padrões complexos do circuítos integrados dum computador.

Ou, dito doutra forma, dos padrões complexos dos circuítos integrados, ou não, de quem detém o poder.

A forma de cada objecto é ainda complicada pelas inúmeras variações de cor e pelas tinalidades de luz e sombra.

(Há quem não acredite em ensombrações, fantasmas e outros…, mas que elas existem… começo a acreditar que sim, nalguns casos.)

E, contudo, o nosso cérebro peneira todo o caos e cria a ordem.

O facto de os nossos olhos serem por vezes enganados por aquilo que vêm, não é maia admirável que o de conseguirem, a maioria das vezes, ver exactamente aquilo que observam.
Na realidade, tudo o que vemos são ilusões de óptica, pois a visão nada mais é que a reconstituição da realidade no interior do nosso cérebro.

Este, segundo parece, está programado para esperar da realidade determinados padrões. Tudo o que vê compara com a noção que tem da realidade e tira as suas conclusões.

E, afinal, que podemos concluir hoje?

Desde a infância que novos conhecimentos se vêm juntando, continuamente, aos já existentes. E, utilizando os seus conhecimentos inatos e os adquiridos, o cérebro analisa, constantemente, as imagens que recebe, permitindo-nos, momento a momento, a compreensão da realidade.

E quando tira conclusões erradas – o cérebro engana-se? – Não necessariamente.

Na maioria dos casos, processa a informação exactamente como devia: os dados visuais é que eram confusos…

Muitas ilusões dependem da maneira como olhamos para as coisas.

Uma famosa ilusão de óptica é o desenho da menina-velha: olhado de certa maneira, parece o retrato duma jovem, mas se refocarmos o olhar, as feições distorcem-se, o queixo da jovem transforma-se num enorme nariz e vemos a imagem duma velha bruxa.

Na ilusão da jarra e das caras, a primeira coisa que muitas pessoas vêm, é uma jara branca contra um fndo negro: depois, alternadamente, o fundo transforma-se na silhueta de dois perfis humanos, frente a frente sobre um fundo branco, diáfano…

Em ambos os casos, o artista criou imagens com conjuntos de elementos que não se conjugam, e a imagem que vemos depende daquilo que procuramos ver! Obrigado.

Esta é para (alguns) professores  

Cartelado por Advogado do Diabo

Tendo em conta o ambiente que se está a instalar entre aqueles que tiveram um papel muito importante na nossa luta, aqui vai uma música para reflectirem.

A Ética…  

Cartelado por Inquisidor

Fazendo batota, poder-se-ia conseguir vantagem em toda a espécie de competições, mas não seria fazer jogo limpo.

Se definirmos como objectivo na vida a simples execução duma tarefa, consegui-la torna-se o único imperativo moral – como obter o melhor resultado, mesmo forçado, prometendo o diálogo e pondo-o depois de lado, porque é preciso conseguir o melhor lucro.

Mas, sabemos que ninguém, no seu leito de morte, diria: “Quem me dera ter passado mais tempo no gabinete…”

Os valores começam a mudar quando as pessoas reflectem sobre a futilidade da maior parte da sua actividade frenética.

E a verdade é que o melhor travesseiro é uma consciência tranquila. O mais importante é viver-se uma vida recta.

(Têm sido cometidos crimes mais horrendos em nome da obediência do que no da rebelião!)

«Juro por Apolo, o deus da cura, e invocando como minhas testemunhas todos os outros deuses e deusas, que cumprirei este juramento e estas regras o melhor que a minha capacidade e entendimento o permitirem.

Respeitarei os meus mestres como meus próprios pais. Partilharei com eles os meus bens e proverei às suas necessidades sempre que de mim precisarem.

Considerarei os seus filhos como meus irmãos e ensinar-lhes-ei esta arte, se assim o quiserem, sem qualquer retribuição.

Divulgarei esta arte através de palestras e de todos os meios de ensino, não só aos meus filhos e aos daquele que me ensinou, mas como a todos os discípulos comprometidos por pacto e pensamento com as leis da medicina.

As regras que adopte serão sempre para o benefício dos doentes, e não para seu mal. Não darei nem aconselharei a ninguém drogas mortíferas, ainda que mo peçam e, em especial, não incentivarei nenhuma mulher a tentar o aborto.

Entrarei em qualquer casa se disso depender a melhoria do doente, abstendo-me de maus procedimentos e corrupções e especialmente não me deixarei seduzir por homem ou mulher, casados ou não.

De tudo aquilo que veja e ouça referente á vida dos outros, enquanto assistir ao doente ou noutra qualquer circunstância e que não deva ser divulgado, guardarei silêncio, considerando-o como segredo sagrado.

Manterei a minha arte e a minha vida puras e santas.»

Adoro o facto de os adolescentes exprimirem todas as emoções que nós, adultos, aprendemos a suprimir.

Quando se sentem excitados ou deprimidos acerca de qualquer coisa, assumem os seus sentimentos…

Adoro as suas paixões intensas, a força das suas relações, a sua capacidade de indignação.

Quando descobrem uma injustiça, perguntam, atónitos: “Porque é que ninguém faz nada acerca disto?”

Os adolescentes insistem para que questionemos as nossas motivações, as nossas regras, o nosso próprio comportamento. Isto é, ajudam-nos a manter-nos honestos.

(A única coisa que não respeita a regra da maioria é a nossa consciência.?)

«”Acima de tudo, sê verdadeiro para contigo próprio. Seguir-se-á como a noite segue o dia… Que não serás falso com ninguém.”» (Em Hamlet)

Inevitavelmente, todos cometemos erros, às vezes devido a preconceitos culturais ou inconscientes. Estes erros acabam por ser desvendados e podem prejudicar quem deles é vítima.

Aparentemente, foi também um preconceito que influenciou o Senhor Primeiro-Ministro de Portugal contra os Professores e que, por sua vez, influenciou a anterior e a actual Ministra da Educação, sobre um «estrambólico» modelo de avaliação e a forma de o pôr em prática.

Após ter citado o Juramento de Hipócrates, como símbolo da honra e da dignidade e da ética de toda a classe médica em relação aos seus doentes, passo a citar o juramento proferido em qualquer acto de tomada de posse de todo e qualquer político, que o faz ou fazem ao mesmo tempo que fazem «figas»:

«Eu, abaixo assinado, declaro por minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas.»

E pergunto: »Lealdade para com quem?»

Será que a Senhora Ministra pensa cumprir com lealdade, para com quem senão toda a classe que “gere” as funções que lhe foram confiadas?

Pode ser, mas, pela aragem… permitam-me que coloque as minha dúvidas. Deveria recordar-se do ditado que começa assim: »Quem semeia ventos..!» Pois colhe…

Tempos de escola  

Cartelado por Inquisidor

«Há algum tempo recebi um convite para servir de árbitro na revisão duma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero.

O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma “conspiração dos sistema” contra ele.

Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um “juíz” imparcial, e eu fui o escolhido.

Chegando à sala, li a questão da prova, que dizia: “Mostre como se pode determinar a altura dum edifício com o auxílio dum barómetro”.

A resposta do estudante foi a seguinte: “Leve o barómetro ao cimo do edifício e amarre-lhe uma corda: este comprimento será igual à altura do edifício.”

Sem dúvida, era uma resposta interessante, e de alguma forma correcta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.

Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que tinha forte razão para ter a nota máxima, já que havia respondido á questão calma e correctamente.

Entretanto, se tivesse nota máxima, estaria caraceterizada uma aprovação num curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder à questão.

Perguntei-lhe se queria desistir, pois eu tinha um compromisso logo de seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreendido fiquei quando o estudante anunciou que não desistiria. Na realidade, tinha muitas respostas e stava justamente a escolher a melhor.
Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte, ele escreveu a seguinte resposta: “Vá ao cimo do edifício, incline-se numa ponta do telhado e solte o barómetro, medindo o tempo “t” de queda desde a largada até ao toque no solo. Depois, empregando a fórmula h=(1/2)gt, calcule a altura do edifício”

Perguntei ao Professor se estava satisfeito com a nova resposta e se concordava com a minha disposição em conferir a nota máxima á prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.

Ao sair da sala lembrei-me que o estudante tinha dito outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.

“AH!, sim” – disse ele – “há muitas maneiras de se achar a altura dum edifício com a ajuda dum barómetro”. Perante a minha curiosidade e a perplexidade do Professor, o estudante desfilou as seguintes explicações:

“Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barómetro e o comprimento da sua sombra no solo, bem como a do edifício.”

“Um outro método básico de medida, aliás, bastante simples e directo, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas, da altura do barómetro. Contando o número de marcas, ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas.”

“Um outro método, mais complexo, seria amarrar o barómetro na ponta duma corda e lançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dos g’s e a altura do edifício pode, em princípio, ser calculada com base nessa diferença.”

“finalmente”, concluiu – “se não for encontrada uma solução física para o problema, existem outras respostas.”
Por exemplo, pode-se ir até ao edifício, bater a porta do porteiro e, quando ele aparecer, diz-se: “Caro senhor porteiro. Trago aqui um óptimo barómetro; se o senhor me disser a altura deste edifício, dou-lho de presente.”

Neste momento, perguntei ao estudante se não sabia qual era a resposta 2esperada” para o problema: Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto das tentativas dos professores em controlar o seu raciocínio e receber respostas propostas com base em informações mecanicamente arroladas, que resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa do sistema.

“Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará, assim, uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um entimento, um sentido prático daquilo que vale a pena se empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correcto. (Albert Einstein).

Apesar de tudo, as minhas homenagens a todos aqueles e aquelas que dedicam a sua vida a ensinar os outros.

Um ex-estudante que respondeu a milhares de perguntas sobre física…»

Catalepsia da sociedade  

Cartelado por Inquisidor

Para evitar o desânimo, observemos as multidões de pessoas carregadas de virtudes, porque ainda as há.

Entre miríades de anónimos émulos de Diderot e D’Alambert, leio que a catalepsia é um estado biológico no qual a pessoa jaz imóvel numa morte aparente e sem sinais vitais.

Podemos, pois, dizer que a sociedade portuguesa, da dos que causaram determinados escândalos, cujos nomes não é necesário repetir, se encontra à beira dum estado cataléptico.

Desanimada, parece não ter forças para recuperar o dinamismo que, historicamente, era um sinal da sua identidade.

E, por cima, sabe ter sobre a cabeça uma espada de damócles. Determinadas sentenças, ou a falta delas, que podem significar que o bico da espada está pronto a trespassar a fronteira para cair em tão grave enfermidade.

Algumas vozes insuflam ânimos, pelo menos tentam, para evitar a queda definitiva na temida signa.

Os argumentos que manejam, com uma certa habilidade, são de diversa índole.

Umas insistem em recordar que em toda a parte se cozem e comem batatas. Recentemente, conheceram-se escândalos de similar calagem em países europeus.

No Parlamento inglês, em tradicional paradigma do bom fazer democrático, descobriu-se que alguns dos seus membros utilizavam o pressuposto para sufragar despesas pessoais tão ridículas como podem ser o cuidado do seu cão ou o aluguer dum vídeo pornográfico.

Os que incorreram em tão miseráveis práticas repuseram as somas mal gastas, entoaram uma mais ou menos hipócrita desculpa e tudo passou.

Em França, são duas as granadas que rebentaram sem que ainda se possa calcular os danos que causaram.

O ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin, cujo porte agradou a muitas “féminas”, encontra-se involucrado num malevolente caso de falsas denúncias, que podem levá-lo á cadeia, e o varado Jacques Chirac, sobre cujos omn«bros descansou a púrpura da presidência da república, terá que tragar o seu orgulho e sentar-se no banco dos acusados por, presumivelmente desbaratar, em tempos, fundos do consistório parisiense.

Mas, nem na França nem no reino Unido, o fantasma da catalepsia parece rondar as suas respectivas sociedades.

«Mal de muitos, consolo dos loucos», poderia replicar-se.

Não é necessário fixar o olhar no estrangeiro para encontrar alívio para as nosas mágoas, diriam alguns, com razão.

Se os cidadãos se limitassem a ler os jornais diários desportivos em vez daqueles que dedicam muitas páginas a comentar o espectáculo, pouco estimulante, da política portuguesa, as nutridas colheitas de troféus de certos clubes, injectariam jorros de euforia na população, acantonando ao desvario qualquer resquício de catalepsia.

Sim, mas confiar em algo tão errático como a bola, para manter a moral colectiva, é muito perigoso.

O erro dum árbitro ou a falta de pontaria dum dianteiro, poderiam submeter a população a um regime de duche escocês que acabaria por passar a factura e conduzi-la a uma doença ainda pior que a que agora nos ameaça.

O meu humilde conselho seria incementar a observação à nossa volta, porque, com segurança, nela encontraríamos multidões de pessoas carregadas de virtudes que fazem progredir, material e moralmente, uma sociedade, mas cujo silencioso que fazer? Não encontra eco nos meios de comunicação, apesar da relvância dos seus resultados.

O que mais e melhor tenho ao meu alcance, está repleto de docentes que, com poucos meios e menor reconhecimento público, mas com um tremendo peso de honradez encomiável, que estão a lutar para se colocar a um nível aceitável nos saberes científico e técnico.

Exemplos? Há muitos, todos em troca da módica remuneração que a sua profisão comporta no nosso país.

O bem nutrido universo de políticos que acudirão, um dia, à inauguração, dispostos a pendurar-se medalhas, será prova eficiente da transcendência do aparato.

Mas, temo que, nas imagens e nas resenhas do acto educativo, recolhidas pelos meios de comunicação, o verdadeiro artífice da magna obra, pouco amigo de dar cotoveladas, aparecerá relegado a um segundo e obscuro plano.

Aí ia eu… Para evitar cair na catalepsia, os jornalistas deveriam fazer um esforço para distinguir o grão da palha.

Porque é verdade que não todos os políticos são iguais, como disse a nossa máxima autoridade.

Mas também o é que há muitos cidadãos que, sem serem políticos, fazem mais, por menos, que muitos deles pelo progresso da nossa sociedade.

Futuro dos professores  

Cartelado por Inquisidor

A Educação não escapará à reforma dos seus procedimentos de avaliação, julgados arcaicos.

Tudo indica, a nível europeu, que se caminha para uma avaliação dos profesores pelos alunos. (???).

Colocada à cabeça da lista num relatório, esta proposta teria podido abrir mais uma polémica. Portanto, foi com dificuldades que os sindicatos europeus dos profesores conseguiram relevar esta ideia audaciosa, megalómana, de tal modo parece pouco credível.

Se a prática está espalhada no ensino superior em França, nenhum especialista da educação pensa seriamente aplicá-la ao mundo escolar. Naquele país, qurenta anos após o Maio de 68, as pesadas tendências são, pelo contrário, pera restituir a função do professor, a marcar a diferença de estatuto entre o jovem e o adulto.

Todavia, a questão da avaliação dos professores – a nova febre dos governos europeus – será um dos desafios próximos futuros, enqunto surge como um dos pontos de bloqueio do sistema educativo. O arcaísmo do procedimento da avaliação não convém a ninguém; nem aos professores, nem à hierarquia e muito menos aos alunos.

Na primária, os professores são inspeccionados e notados. Esta nota “pedagógica” é tida em conta na progressão na carreira. Mas não há avaliação adminitrativa.

No ensino secundário, em contrapartida, os professores são objecto duma dupla avaliação.

A administração procede a inspecções que desembocam numa nota pedagógica (60% da nota global) e o chefe do estabelecimento propõe anualmente ao director uma nota administrativa (40% da nota global).

Ora, todos os professores e seus sindicatos reconhecem que este sistema não funciona nem pode funcionar.

Duma parte, a notação do chefe do estabelecimento é refém de grelhas extremamente fechadas, que retiram todo o significado.

Por outro lado, o papel das inspecções, pensadas para apreciar o que se passa nas classes, é totalmente ineficaz. Em princípio, esta inspecção deveria ter lugar todos os cinco anos mas, por falta de pessoal suficiente, um professor deve frequentemente esperar dez anos antes da visita dum inspector.

Os critérios de avaliação mantêm-se muito flácidos e a inspecção muirto subjectiva.

«O acto de avaliar é governado tanto ou mais pelo que o avaliador tem em mente (…) que pelas competências expressas pela pessoa a avaliar.

Mais fundamentalmente, o sistema de avaliação dos professores tropeça numa indeterminação quanto á finalidade. Ao mesmo tempo instrumento de gestão das carreiras e alavanca para promover as boas práticas, não preenche nenhum dos pepéis.

Esta reforma deveria acompenhar-se dum novo equilíbrio entre a avaliação individual dos professores, notados pelo seu superior, e uma avaliação colectiva das equipas pelos inspectores.

Na maioria dos países europeus, é o trabalho colectivo que é objecto duma avaliação, o que permite desdramatizar certas situações.

Um ministro da Educação afirmou: “Estamos demasiado obsecados pela inspecção individual dos professores!”

É necessário rever o futuro dos critérios de avaliação, devendo tomar-se em conta, para avaliar as equipas de professores, o sucessso dos alunos ou, mais exactamente, os progressos conseguidos.

Professorado de Primeira  

Cartelado por Inquisidor

Devemos acabar com o cancro da endogamia para aceder ao trabalho na escola ou na universidade.

Estamos acostumados a que, quando aparece uma nova lei, o que nos chega é a disputa gerada, e muito forte sobre o seu conteúdo, perguntando-nos se ainda não acabou a prepotência em Portugal.

Soubemos sobre a reforma universitária de Bolonha pelos anti-Bolonha e sua ocupação de universidades pela europa, quando qualquer pessoa que tenha estudade em universidades americanas, britãnicas ou francesas – onde se situam as melhores universidades do mundo - e é consciente o abismo que há a respeito das portuguesas, sabe que são urgentes umas reformas estruturais no mundo estudantil e académico português.

Este ano tivemos diversas manifestações e greves organizadas pelos sindicatos, assim como por alguns jornalistas que parecia terem vontade de competir com os mestres.

A coisa, originada por uma ministra da educação contrariada que, com ecos lusitanos de quero, posso e mando, repetia vezes sem conta que nunca faria marcha atrás.

Para além do canaço, a informação chega-nos a conta gotas e de forma pouco clara.

Que significam os mais de duzentos artigos na lei? As webs do governo, um instrumento de luxo com infindas possibilidades, ilustrava calmamente todos os prós e os contra das propostas políticas, por mais complexas que fossem, no nosso país continuaram a ser mais rústicas quando, no entanto, não faltam modelos de inspiração.

A BBC, ou qualquer órgão governamental britânico, conta com infinitas webs e seus correspondentes glossários para explicar todo o tipo de conceitos ralacionados com as políticas do governo.

Alguém que não seja advogado entende o obscuro léxico do direito português?

Enquanto a ex-ministra da educação exigia usar computadores nas aulas, os famosos «Magalhães», tentar entender na web certas opiniões é missão quase impossível.

A realidade é que estamos muito abaixo nos rankings internacionais e o nosso futuro está estreitamente ligado para obter um sistema educativo de prestígio.

Mais que por falta de financiamento, creio que os problemas de fundo da Educação são devidos a um problema bastante mais complexo de resolver: a falta de motivação entre o profesorado.

O pessoal é a base de qualquer empres e a nós não nos cabe seleccionar os melhores profissionais do sistema educativo. Nunca tiraremos boa nota em nenhuma classificação internacional se não deixarmos que, entre gente formada em boas universidades e pessoas com vontade de renovar ideias do passado…

No nosso país, as selecções de pessoal no ãmbito educativo são discriminatórias até ao ponto de que seriam ilegais em qualquer outro país da União Europeia.

Aqui, as oposições utilizam-se para regularizar a situação dos interinos, para quem a experiência conta quatro vezes mais que para os que o não são.

Além disso, o tipo de modelo não cumpre a ética mínima: o exames orais não se gravam e os candidatos não tem nenhum direito básico a reclamar pelas suas provas.

Inicialmente, as oposições foram concebidas para fazer uma selecção de pessoal justa, mas actualmente excluem aqueles de quem mais necessitamos, o que viremos a pagar muito caro.

Eta situação discriminatória chega, inclusive, ao mundo universitário.

Qualquer universidade portuguesa contratará antes uma pessoa formada na própria universidade que a um licenciado em Harvard. Se não contratamos os melhores professores, jamais aumentará a qualidade da nossa Educação.

Os professores portugueses batem todos os recordes, dadas as precárias condições de que dispõem na sua actividade profissional. Para todos eles, pois, o mais alto louvor.

Agora, quando se estão a destapar casos e mais casos de corrupção, deveríamos continuar a tirar a manta ao mundo laboral. Chegou o momento de denunciar as oposições, uns exames em nenhum caso baseados no mérito.

Ao perguntar aos altos funcionários do Ministério da educação por esta situação endogámica, culpam os sindicatos, que parecem interessados só em defender os interinos e não o resto dos trabalhadores, e assim todos vão lançando a culpa aos outros.

Mudou a ministra e é-lhe dado o benefício da dúvida. Mas, que garantia existe de que será melhor que a anterior? Não podemos continuar de olhos fechados ao mundo e reproduzindo esquemas do passado, que nada têm a ver com os tempos de hoje.

Precisamos dum Professorado de Primeira e já o temos. Haja respeito por ele, abram-se as mentalidades e acabe-se com o perverso ciclo vicioso, rompam-se as inércias do passado.

As pessoas sempre se combateram?  

Cartelado por Inquisidor

É provavelmente inerente à natureza humana uma certa agressividade.

A guerra organizada já foi definida como “uma forma de roubo cooperativa e altamente planeada”, que se manifestou depois do aparecimento dos primeiros aldeamentos de agricultores, quando as tribos, ainda nómadas, cobiçaram as terras e recursos dos primeiros.

As causas da guerra são muito variáveis.

Como as pessoas têm a tendência para se identificar com as do seu grupo, desconfiam frequentemente dos estranhos.

Em muitas das línguas primitivas, a palavra que significava “pessoas”, “povo”, era a do nome da tribo, e todos os que não lhe pertenciam eram “outros” ou “bárbaros”.

Estas atitudes podem conduzir a um medo quase paranóico dos ataques exteriores a uma atitude defensiva desadequada ou agressiva.

A eclosão da I Guerra Mundial talvez se deva á crença de muitos chefes políticos e militares, de que o poderio das suas nações seria destruído se não encetassem acções ofensivas.

A maioria das guerras dá-se entre vizinhos, e pode também haver a tendência, sugerida por Freud, para se sentir um desdém especial pelas pessoas que, apesar de p+róximas, t~em ideias ou costumes diferentes dos nosos – “toleramos mal o que é simultaneamente idêntico e diferente de nós”.

Há quem afirme que as guerras não mudaram desde o alvorecer da História – mudaram apenas as armas, e o aumento exponencial da sua capacidade de morte e destruição parece ter definido a voluntariedade com que as nações poderosas se lançam na guerra.

A ideia de guerra como aventura enobrecedora, essa, sim, está modificada.

A televisão contribuiu muito para essa modificação – permitiu o contacto com a guerra nos seus múltiplos aspectos, desmistificando-a e realçnado as suas facetas mais cruéis.

Um exemplo disto foram as reportagens televisivas feita durante a Guerra do Vietname, nas décadas de 60 e 70, que terão despertado fortes sentimentos antibélicos na América e no Mundo e apressado a retirada das tropas americanas.

Poucas dúvidas existem de que as emoções exteriores e únicas vividas durante os combates – o medo de morrer a qualquer momento, a sensação de insegurança e abandono, ver os companheiros mortos ou feridos sem nada poder fazer, o sentimento de pãnico, de revolta, o ruído ensurdecedor – podem provocar distúrbios mentais graves, sobretudo em pessoas já previamente predispostas.

Esses distúrbios podem manifestar-se imediatamente, logo na situação de combate, ou após um intervalo de dias ou mesmo de anos.

Este estado tem tido diversos nomes, mas ultimamente +e conhecido, em termos psiquiátricos, por neurose de guerra, ou distúrbio de ansiedade pós-traumática, e é reconhecido não apenas como fenómeno de guerra, mas como distúrbio mental que pode seguir-se a qualquer desastre ou acontecimento inesperado, súbito, violento, em suma, traumatizante.

A caracterização e individualização do distúrbio de ansiedade pós-traumático como entidade psiquiátrica específica, baseou-se muito na observação e estudos feitos nos ex-combatentes no Vietname e noutros cenários de guerra.

Mas, não existe apenas a guerra armada. Existe uma outra forma, tanto ou mais violenta; a chamada guerra psicológica declarada a uma ou diversas classes profissionais, desencadeada por governos que praticam sistematicamente a sabotagem permanete para com os trabalhadores.

É inconcebível que num Estado republicano e democrático os governos cedam aos senhores capitalistas, quue assimilam maravilhosamente uma verdade reconhecida em palavras por todos os partidários do socialismo científico, também denominado por outros por socialismo democrático. Ou seja, que a natureza económica da exploração capitalista não é, de forma alguma, afectada pela substituição das formas de governo das democracias republicanas; e que, por consequência e inversamente, basta modificar a forma de luta (guerra) em favor do sacrossanto lucro capitalista para o salvaguardar no regime de República democrática com o mesmo êxito que na monarquia autocrática.

A forma de sabotagem, a mais recente, a sabotagem democrática republicana de qualquer controlo, verificação ou vigilância, ou ainda avaliação, consiste nisto: ao reconhecimento ardoroso, em palavras, do princípio de controlo e a sua necessidade, insistindo na sua aplicação gradual, metódica e regulamentada pelo Estado.

Na prática, essas palavras mascaram o torpedeamento do controlo que fica reduzido a nada, a uma ficção, a uma autêntica comédia; todas as medidas sérias e práticas são indiferentemente adiadas, criam-se aparelhos de controlo extraordinariamente complicados, pesados, burocráticos e inertes, não fazem nada e não podem mesmo fazer absolutamente nada.

A «consultora matrimonial»  

Cartelado por Inquisidor

Hoje, os casais discutem ainda as velhas questões de sempre: dinheiro, educação dos filhos e problemas vários, entre os quais os sexuais. É verdade!

Mas, o modo como estas questões são encaradas, sofreu grandes modificações por terem mudado os papéis do marido e da mulher dentro da família, principalmente quando ambos trabalham e têm os mesmos direitos individuais.

Segundo um estudo recente, entre os casais, os conflitos incidem actualmente sobre a distribuição das tarefas domésticas, a distribuição dos rendimentos do marido e da esposa, sobre o que deve ser o gasto em conjunto e individualmente, e o aproveitamento dos tempos livres.

Em Portugal, a função de consultor matrimonialmente não está bem delimitada; é desempenhada por técnicos de saúde mental, psiquiatras ou psicólogos que se dedicam às abordagens familiares ou à terapia do casal.

Ou seja, tudo parece ter solução, talvez com a excepção duma realidade gritante, o bem-estar de todos do ponto de vista profissional, como é o caso dos professores e professoras, muitos casados entre si. Qual a terapia adequada para esses muitos casos? E para os desempregados?

Quando se trata duma consulta massiva, de toda uma classe profisional, são os sindicatos os incumbidos de entabularem as diligências junto da entidade patronal, neste caso o Estado representado pelo governo, tentando chegar a acordo sobre o futuro de toda a classe por eles representados.

Para problemas menos graves que, por exemplo, o modelo de avaliação dos professores e da sua carreira, mal delineado e elaborado por uma prepotente equipa que a ninguém deixou saudades, e com outros objectivos, devem existir grupos de reflexão classissista, ligados ás escolas.

Os professores, que para a “consultora” – ministra – constituem uma unidade que funciona em conjunto, envolvendo «avós, pais e filhos», taql como «maridos e esposas».

Quando o casamento profissional está em dificuldades, talvez um dos problemas principais seja o modo como estas pessoas agem e comunicam entre si.

O consultor tenta frequentemente ajudar o marido e a mulher, o pai ou o avô percebem como, sem se darem conta, estão implicados nas dificuldades.

Mas, aí, o ou a consultora, fica também em dificuldades, pois não soube tratar o “casal” como um todo, o que raramente é resposta completa para os seus problemas.

Também cada um dos noivos ou cônjuges tem habitualmente que mudar.

Muitas vezes precisam de reflectir melhor as suas emoções e motivações individuais ou colectivas e a forma de comunicar ao outro esas necessidades e sentimentos.

Devido ás diferenças básicas de autonomia, de química orgânica e também de educação, os professores e as professoras, homens e mulheres, encaram e vivem a profissão de forma distinta, embora tendo em vista o mesmo fim: o aluno!

A maioria dos homens, dizem os psicólogos ou psiquiatras, excita-se facilmente e preocupa-se muito com o facto de não serem ouvidas as suas reclamações.

Evidentemente, os sentimentos de carinho e afecto – recebidos dos governates – estão em jogo e têm sempre tanta importância como por exemplo o seu futuro individual e colectivo.

E se a mulher, pelo contrário, requer em geral mais tempo para ficar preparada para receber a nova “bojarda”, precisa de se sentir mais comprometida emocionalmente e mais fortemente relacionada com o ou a consultora.

(Diz-se popularmente que a mulher é muito mais desconfiada que o homem, mais crédulo e senhor de músculos mais potentes…)

Aconselho, por conseguinte, que os representantes legais dos professores levem, para a próxima ronda de negociações, um belo ramo de flores e, se me permitem outro conselho,, que seja composto por rosas e tulipas e uns malmequeres e crisântemos – estes como antecipação – e que vá bem acondicionado em papel celofane róseo a condizer.

Costumes, expectativas e natureza humana  

Cartelado por Inquisidor

Enquanto no Ocidente a maioria das pessoas casa por amor, em muitas outras partes do mundo ainda se segue a tradiçao dos casamentos “arranjados”.

Mesmo no Ocidente ainda ocorrem, entre certos grupos étnico, casamento combinados pelas famílias.

Os casamentos de conveniência parecem ser mais duradouros que os baseados no amor.

Em parte, isso deve-se ao facto de a sociedade ver com maus olhos o rompimento duma união pré-combinada e dificultar o divórcio.

(Como demitir alguém que faz parte do governo, sendo independente e tendo sido escolhido/ por uma facção de peso?)

Além disso, nessas culturas é frequente a mulher não poder trabalhar e, portanto, não ter meios próprios de subsistência.

Mas, os especialistas pensam que os próprios cônjuges mantêm uma relação estável e doradoura e se sentem mais satisfeitos e tranquilo, dado que nenhum deles projectou no casamento a sua felicidade pessoal.

(Acontece com muitos profissionais a mesma coisa. Apenas se adpatam á profissão que os pais os obrigaram a seguir…)

Uma vez que marido e mulher se comprometem um com o outro para constituir família, e não para um romance, tendem a manter-se juntos ainda que haja incompatibilidades.

(…)

Além disso, os esposos cujo casamento foi combinado, estão ligados por fortes laços ás famílias de ambos. (!!!)

Este facto constitui uma fonte de companhia e afecto que compensa a formalidade do casamento e proporciona apoio durante as inevitáveis crises.

(Preofessores – Educação – Sistema educacional – Modelo de Avaliação – Divórcio Profissional – Concursos para Preenchimento de Vagas – Quantas e Onde..?)

As discusões a evitar, porque pouco eficazes e muito desgastantes, são as que envolvem queixas mal definidas, como “Não me tratas bem” ou “Não posso confiar em ti!”. Nem de propósito…

As discussões cheias de afirmações em termos absolutos, “Tu nunca…” e “Tu sempre…”, também nada resolvem e podem degenerar em violência.

(Um casal também pode organizar manifestaçoes públicas ou fazer recurso à greve).

No fim, cada um fica ressentido com o outro.

As discussões baseadas nestes argumentos, acabam por ser caóticas e intermináveis e talvez só com o tempo se atenuem…

As discussões que envolvem discordâncias sobre aspectos específicos têm muito mais sentido e permitem frequentemente chegar a uma conclusão.

A disputa pode começar por: “Não acho bem que seja eu a fazer o jantar e a lavar a louça depois. Tu deves fazer uma destas coisas.”

Assim, o problema é claramente definido e a solução logo apontada, dando ao casal um ponto de partida para chegar a uma solução conciliatória.

(Só não é possível quando um dos cônjuges se mantém surdo!)

O resultado pode traduzir-se numa melhoria nítida do entendimento entre ambas as partes em litígio.

Mas, até este tipo de discusões pode azedr, quando os parceiros não se ouvem (iii) e utilizam o tempo em que um fala para prepararem o seu próximo argumento, derivando do tema inicial e indo buscar outras queixas só aparentemente relacionadas.

(Nós, os governantes, já disemos – quando e onde?...)

Assim, quando não pode evitar discussões, o casal deve procurar que estas sejam racionais e incidam sobre um problema bem definido, mas ter presente que discordar nalgumas coisas da vida não põe em perigo o casamento e pode ser até fonte de vitalidade na relação entre os “cônjuges”…

Professores apaixonados  

Cartelado por Inquisidor

Professoras e profesores apaixonados adormecem tarde e acordam cedo, movidos pela ideia, um tanto fixa, de que podem mover o mundo da educação e ensino sobretudo.

Apaixonados, esquecem-se da hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas frases que, sob múltiplas formas, debilitam as inteligências.

Os professores apaixonados descobriram que há mulheres e homens no magisterio, igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.

Não há pretextos que justifiquem para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não há nisso um pouco de romantismo barato.

Apaixonar-se, sai caro!

Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam no silêncio comodista, dão boleia aos alunos que moram mais longe do conhecimento e saem, cantando, o pneu da alegria.

Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aulas um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão… ensinar sem amor.

Mete pena, dá compaixão ver o profesor desapaixonado, quando acordado com a aposentação, contando os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.

Os professores apaixonados sabem muito bem das faculdades, do respeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que existem na profissão.

O professor apaixonado não deixa de professar, e o seu protesto é continuar a amar apaixonadamente.

Continuar a amar não é perder a fé, palavra pequena que se dilui no ralo café, que não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.

Ter fé, impede que o medo esmague o amor, que as alienações substituam a lúcida esperança.

A aula não é para contar piadas, mas quem dá aulas em humor não está com nada, com ninguém, porque ensinar é uma forma de oração.

Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, os problemas para os solucionar.

Querem analisar a química da realidade, traçar o mapa de inusitados tesouros.

Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, a meio duma explicação, percebem o sorriso dum aluno que entendeu algo que ele mesmo, profesor, não esperava expolicar.

A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.

Porque é agradável ouvir música  

Cartelado por Inquisidor

No chamado “ruído”, misturam-se sons de muitas frequências diferentes e sem sequência ordenada, por tal forma que, para o nosso ouvido, não fazem qualquer sentido.

A música, contudo, oferece ao nosso sistema auditivo sons agrupados segundo esquemas ordenados, e o ouvinte reage com agrado ao ritmo repetido dos tambores e às harmonias de timbre diverso dos instrumentos de corda ou de sopro.

As notas que, tocadas simultaneamente, produzem um som agradável, possuem frequências entre as quais existe uma relação matemática específica.

Por exemplo, a frequência do dó central é exactamente quatro quintos da do mi que se lhe segue; em conjunto, estas notas formam um acorde harmonioso.

Além disso, verifica-se que as pessoas têm tend~encia a ouvir de forma integrada, harmónica e diferenciada uma sucessão de tons de alturas inter-relacionadas, mesmo que entre elas se misturem outros tons.

Aparentemente, é assim que conseguimos distinguir e apreciar a melodia tocada por determinado instrumento dentro duma orquestra.

Como as mães sabem, as crianças reagem bem aos sons ordenados.

As notas mais baixas e os sons repetidos são particularmente calmantes.

A investigação tem mostrado que, sempre que se toca música calmente numa enfermaria de cuidados intensivos para bebés prematuros, estes ganham peso rapidamente.

A criança já ouve dentro do ventre da mãe.

Pensa-se eu o sentido da audição se desenvolve na vigésima semana da gravidez, oito semanas antes da visão.

Há mesmo provas de que as crianças reconhecem, antes de nascerem, a voz da mãe; estudos reflexos de sucção dos fetos mostram que estes chupam o dedo mais rapidamente quando ouvem a mãe falar.

O ouvido dos recém-nascidos é um pouco menos apurado que o das crianças mais velhas, mas a sua acuidade aumenta e poucos dias.

Demora mais o desenvolvimento da cpacidade do cérebro para interpretar os sons que ouve.

A princípio, a criança reage aos sons mais fortes agitando os braços e as pernas – reflexo de susto – que se vai acalmando à medida que vai reconhecendo os sons comuns.

Em breve a criança sorri ao ouvir os ruídos que assinalam a aproximação da mãe.

Por volta dos cinco meses, aprenderá a distinguir entre os diversos sons falados, capacidade importante para o entendimento das palavras.

É muito mais simples distinguir as notas quando as comparamos entre si.

Quase todas as pessoas conseguem distinguir entre duas notas, desde que se encontrem suficientemente separadas.

Outras reconhecem que duas notas são diferentes, mas não conseguem dizer se a primeira é mais aguda ou mais grave que a segunda.

Ambos os grupos podem melhorar com a prática.

A hereditariedade pode ter influência nestas aptidões, mas, como acontece com a afinação, a aprendizagem dada pela experiência musical na infância é muito importante.

De qualquer modo, o ouvido musical ou a sua ausência parecem ser funções dos centros cerebrais da audição e não do ouvido propriamente dito.

Nos finais da vida, o compositor francês maurice ravel, teve um acidente de viação que lhe lesionou profundamente o hemisfério cerebral esquerdo, provocando-lhe uma forma invulgar de afasia (incapacidade do uso da linguagem): Ravel deixou de saber tocar piano, cntar afinadamente e escrever música – mas continuou a ouvir e conseguia mesmo recordar mentalmente certas peças musicais.

A música é muito importante no acpmpanhamento de certas doenças nervosas ou mesmo do foro psiquiátrico. Tal como a dança…

E agora, e a Prova de Ingresso  

Cartelado por Roberto

Por Visiense in: http://candidatoaprofessor.blogspot.com/

Eu sei que quando se fala da revisão do Estatuto da Carreira Docente, fala-se de muita coisa, mas por enquanto tem-se limitado à avaliação e à divisão da carreira em duas categorias. Eu sei que a prova de ingresso não é assunto importante para a grande maioria dos professores, mas continua a ser extremamente importante para os mais frágeis, que são os contratados mais novos. Seria bom que não fosse esquecido, tendo em conta que é algo que já está regulamentado, regulamento esse que já foi alterado no sentido de tentar calar algumas vozes, mas em que essas alterações foram poucas ou nulas.
Apenas peço que este assunto não seja esquecido por sindicatos, e já agora, pelos vários partidos da oposição, que relembro, se comprometeram em comissão de educação tentar resolver esta situação.

Almas por aí…  

Cartelado por Inquisidor

Diz-se que a vida é constituída por hábitos. Talvez…

Diz-se que o ser humano tem o poder de adaptação que o domina e oprime, que o prende às situações que a vida lhe proporciona.

Aquele que nasce pobre, estúpido, boçal, nunca sente a necessidade de aprender, de evoluir, de se educar… pois para ele, que nasce e cresce no seio de hábitos mesquinhos, nada mais é necessário que uma côdea de pão, uma garrafa de vinho e um velho colchão ounde pouco dorme.

Os desperdícios dos abastados sabem-lhe a manjares celestiais…

O que nasce rico, acostumaddo ao supérfluo, prefere a morte à ideia de ser privado de tudo quanto pense ser-lhe indispensável, não olhando a meios para o conseguir…

Aquele que começa a trabalhar, encontra nos trabalhos mais esforçados o resumo das suas ambições e da sua vida.

O mesmo acontece com o que vive feliz e com o desgraçado. O segundo, acomoda-se ao tenebroso quotidiano, vai-se endurecendo, deixa de sentir..

O hábito leva-o a aceitar tudo como natural.

Por vezes até a prisão…

É a normalidade! Uma mudança súbita desnorteia-o, e será capaz de a desprezar.

Falta-lhe qualquer coisa absolutamente contrária à lei do rastejamento, da vegetatividade…

A personalidade feita, o carácter livre, rato da independência!

Assim encontra explicações para tanta fome e tanta miséria.

Persiste, triunfa o hábito de nada fazer, de nada merecer, a escravisar a trsite situação do homem…

Mas, se transformarem um pedinte num banqueiro… que fazem? Um imbecil!

Fazer dum quebra-esquinas um escritor! Que dirá? Parvoeiras!

Mas, ao inverso; tornem um banqueiro num pedinte. Suicida-se!

Ponha-se um escritor a coçar-esquinas; dá em doido…

O próprio soldado que marcha no campo de batalha, nunca pensou ser um herói, mas habituou-se á ideia de morrer dum tiro ou duma bomba.

O superior manda-o avançar, e ele não hesita…

Sem dúvida, existem espíritos claros, lúcidos, invulgares, gigantes a quem, na recordação das histórias da avó, chamam génios, e que, fogem ao domínio rotineiro e lutam para se libertar das algemas e das mordaças dum terreno preparado por milénios…

Mas, quantos desses, também forçados por estranhos destinos e contra a sua vontade, sem fôlego para mais, acabam por vergar a cabeça ao poderio acomodativo da organização, sempre tendente a resistir á violência..?

Por cada milhão, na humanidade, sempre existiu um génio nesses admiráveis espíritos que, animados por vontade férrea, principiaram a lascar a pedra, a construir habitações, a redigir pensamentos e factos, a aprofundar a vida, arrancando-lhe segredos e dominando-a aos poucos…

Esses são aqueles que hoje são designados por professores e que são merecedores do máximo respeito por parte de toda a sociedade.

Porque não páram; querem sempre mais, consegum mais e, de geração em geração, obt~em-no na ralidade, polindo as crianças, jovens e adolescentes do país.

Entusiasmam-se e mourejam, lidam…

Lamentável a frase dos pigmeus rotineiros que só comem para viver e ditar leis que eles próprios não cumprem, nem admitirão jamais cumprir.
É por isso, mal comparado, que há tanto pobre ( de espírito), com carnes fácidas e obesos ventres, sem fazerem qualuer esforço, que preferem morrer na sua vida de miséria social!

O hábito, bem ou mal, flagelo e amparo, acorrenta-os, escraviza-os ao poder da força do poder.

O outro, o que lascou e poliu pedras brutas, na escola, revolta-se, desespera-se, brama, mas, contudo, se a sua mala-ventura persiste, deixa, não de sofrer, mas de lutar.

Acomoda-se o sofrimento torna-se num estado vulgar… e o hábito acorrenta-o à vicissitude!

ProfAvaliação: Fenprof exigiu esta tarde: até sexta-feira, o ME tem de suspender a avaliação de desempenho  

Cartelado por Fernando Cortes Leal

Singelo elogio à drª Isabel Alçada («Isabel não calçada nem calcada, a nova ministra da educação…»), em http://www.kosmografias.com/blogue/
Abçs!

Charlatinice ou charlatinismo universal  

Cartelado por Inquisidor

A charlatinice, intrujice, logro, exploração da credulidade pública, infelizmente está muito espalhada pelo país que é Portugal. Um pouco mais fazendo parte dos hábitos de certos – muitos senão todos – políticos.

Por estupidez pode entender-se a privação total de inteligência e compreensão.

Sobre o Universo pode dizer-se que é tudo quanto nos rodeia e cerca, domínio moral ou material ou objecto ao qual se limita o pensamento ou a acção, até porque a família ou a escola são dois universos que, de certo modo, se complementam. Ou deveriam complementar.

O que me obriga a recuar até à Idade do universo, devendo por esta expressão ser necessário entender o tempo entre o qual este universo existe sob uma forma que não difere sensivelmente do seu estado actual.

De vez em quando fala-se da expansão do universo, da preponderância universal do hidrogénio nas estrelas e nos espaços interestelares, a importãncia que irradia da energia irradiada pelas estrelas e as reacções necleares, fontes desta energia.

Na sua origem, o Universo é quase certo que os diversos elementos químicos se formaram a partir das partículas fundamentais mais simples (neutrões, protões, electrões…), e parece provável que a formação dos elementos seria anterior à das estrelas e situar-se-ia num período pré-estelar durante o qual a matéria, reunida numa esfera de raio dez vezes inferior às dimensões actuais do sistema solar, teria estado submetida a pressões e temperaturas extremamente elevadas…

A teoria da expansão tenderia a dar ao universo um raio de dez biliões de anos-luz.

Como sabemos, luz é o que falta aos olhos e às mentes dos políticos, seja oriunda dum facho, duma vela ou duma candeia…

Mas, voltemos á estupidez, ou oligofrenia, termo usado quer em psiquiatria quer em psicologia para designar todo aquele, ou aquela, que é totalmente desprovido de inteligência.

Popularmente são designados por atrasados mentais.

Diz-nos a ciência que, se determinado estado resultou do quadro de cromossomas e genes legados pelos pais aos filhos, diz-se hereditário ou genético.

Por outro lado, um defeito congénito é o provocado por qualquer incidente durante a gravidez ou o nascimento.

Pode ter acontecido, por exemplo, a lesão do cérebro da criança dentro do útero, devido a drogas (medicamentos) ou acidente, ou durante um parto difícil, por carência de oxigénio ou outros traumas.

Entre os defeitos mentais que se sabe serem hereditários, contam-se a sindrome de Doen, ou mongolismo, e certas outras formas mais raras de atraso mental.

Um número crescente de cientistas suspeita que certas condicionantes genéticas estão subjacentes aos diferentes tipos de personalidade e particularmente a distúrbios como a síndrome maníaco-depressiva e a esquizofrenia.

E entramos no universo da Psiquiatria, mesmo sem o desejarmos.

Mas é óbvio que os genes são apenas parcialmente responsáveis; são também importantes, por exemplo, as influências ambientais, as relações parentais precoces, o padrão familiar.

(Sobre este último, penso que as escolas e os Professores terão muito a dizer, se dignarem permitir-lho!)

As deficiências congénitas e herditarias não precisam de afectar o cérebro para alterarem a personalidade.

As anomalias do ouvido e da visão, que afectam muito particularmente todos os políticos eleitos, por exemplo, podem originar um diagnóstico errado de atraso mental (estupidez inata) afectando negativamente o modo como as crianças se sentem em relação a si próprias e aos outros.

Como uma criança inteligente pode ser considerada atrasada ou “estranha” devido a características físicas ligadas a um distúrbio hereditário, por exemplo a síndrome de Marfan, que produz um aspecto desajeitado e descoordenado, bem como problemas cardíacos e da visão.

De facto, as crianças mongolóides (sindrome de Down), têm fama de ser afáveis e dóceis, o que nem sempre acontece.

Realmente, essas crianças não só podem expressar sentimentos complexos, como são capazes de desenvolver personalidades muito ricas, o que não acontece com as oligofrénicas ou idiotas.

Da infinita variedade das mentes humanas, nenhuma é mais fascinante que a dum retardado dotado (tradicionalmente conhecido por “idiota sábio”).

Estes indivíduos demonstram capacidades espantosas em áreas específicas apesar de serem mentalmente atrasados (estúpidos) com quocientes de inteligência inferiores a 70.

Tipicamente, os retardados dotados são homens (ultrapassando na proporção de 3 para 1 as mulheres com a mesma condição) que conseguem façanhas numéricas complexas, como dizer o dia da semana de qualquer data dentro dum período de mil anos ou de calcular a raíz cúbica dum número de seis algarismos em seis segundos.

Mas, embora as suas proezas sejam frequentemente de natureza matemática, as suas capacidades podem também manifestar-se no campo das artes, da mecânica, da música ou da memória de factos insólitos.

Dentro do universo, mesmo o da estupidez, há factos brilhantes, o mesmo não podendo dizer-se do charlatinismo ou charlatinice, uma vez que esses visam apenas o «lucro e o poder», mesmo que fictício.

No entanto, é preciso ter mil cuidados com eles, o praticantes, pois conseguem, com o seu palavreado, captar a atenção dos incautos e, de certo modo, podemos estar seguros disso, são quem domina o universo, o Mundo, para azar de muitos que, colocados a seu par, demonstrariam mais inteligência efectiva e não aquela demonstrada pela forma como acentuam palavras, frases e acções fundadas no poder adquirido.

As Forças Dominadoras  

Cartelado por Inquisidor

A astrologia é o estudo das posições e movimentos do Sol, da Lua, das estrelas e dos planetas e da sua influência na personalidade e vida das pessoas.

A astrologia iniciou-se na Babilónia há cerca de quatro mil anos, e os seus seguidores ainda hoje se contam pelas dezenas de milhões.

No mundo inteiro talvez haja mais astrólogos que cientistas.

Os modernos paladinos da astrologia tentam ligar antigas conjecturas com as descobertas científicas mais recentes.

Afirmam, por exemplo, que as variações no campo magnético da Terra, provocadas pelas difrerentes combinações dos planetas, influenciam os circuítos neuronais no cérebro dos embriões humanos.

Mas, os físicos contrapõem que uma mulher grávida, na sua casa, está sujeita às forças magnéticas – muito mais poderosas e, mesmo assim inofensivas – do frigorífico e da televisão.

No entanto, certos acontecimentos no espaço afectam realmente a Terra.

A força gravitacional da Lua influencia as marés, os meteoritos caem por vezes na terra, apesar de a ciência ter demorado a aceitar a sua origem extra-terrestre.

Uma vez que estas ocorrências, aparentemente fantásticas, se revelaram verdadeiras, os que acreditam na astrologia insistem que não é razoável rejeitar a ideia da influência dos astros na mente humana.

A maioria dos cientistas argumenta que, mesmo que os planetas pudessem influenciar os terrestres, os antigos mapas foram traçados e descobriram-se mais alguns planetas.

Certos investigadores procederam a estudos para descobrir se as características da personalidade correspondiam realmente ás tradicionalmente atribuídas ás pessoas nascidas sob os respectivos signos astrológicos.

Michel Gauquelin, estatístico e psicólogo francês, descobriu uma correlação surpreendente entre as profissões escolhidas por personagens “eminentes” e o planeta que se encontrava em determinada posição quando aqueles nasceram.

Todas as teorias que se propõem prever o futuro ou permitir conhecer o destino de cada um, na saúde, no amor, na fortuna, sempre tiveram um grande atractivo para a natureza humana.

A publicidade às previsões astrológicas que se revelaram verdadeiras e as pessoas proeminentes que acreditam na astrologia, auxiliam a manter viva esta atracção.

Muitas pessoas sentem pela astrologia uma curiosidade superficial e vêem os signos astrológicos simplesmente como um passatempo, lendo os seus horóscopos nos jornais ou consultando um astrólogo uma vez na vida, como uma experiência exótica, sem ligarem muita importância aos resultados ou às predições.

(“Os professores – segundo a posição do planeta preferido pela ex-senhora ministra da educação, Vénus, deverão pagar cara a ousadia de se terem levantado contra o seu modelo de avaliação”)

Outras pesoas têm uma posição activa, apoiada na ciência positiva e lógica, evitando reflectir sobre factos que ainda hoje parecem derivar de forças inexplicáveis ou desconhecidas.

(Sabe-se quem a nomeou inexplicavelmente. Não se sabe, no entanto, porquê e porque foi recentemente substituída.)

Adivinhar o futuro, como parece pretender o senhor primeiro-ministro, pode tomar diversas formas, desde a leitura de folhas de chá (as de cidreira, dizem, acalmam os nervos) até á consulta de cartas de taró ou ao exame das palmas das mãos, em que os e as ciganas são exímias…

Os adivinhos consultam estes objectos palpáveis para responder às perguntas dos clientes.

Os psiquiatras e psicólogos fazem notar que, em geral, as pessoas que consultam adivinhos o fazem para se divertir ou diminuirem a sua ansiedade presente.

Por tal motivo, caros professores, toca a consultar todos os adivinhos e bruxos – bruxas para os homens – para tentarem ficar a saber de onde deriva o nome “Isabel” e de que forma se alçou até ao seu estado actual.

Olhem que amanhã pode ser tarde…

As diversas personalidades...  

Cartelado por Inquisidor

I

A jovem mulher sofria de dores de cabeça intoleráveis, seguidas de estados de inconsciência. Mas só procurou auxílio quando se apercebeu de que tinha tentado estrangular a filha.

Assim veio á luz um dos mais “belos” casos de personalidade múltipla.

Um dia, no início da terapia, o médico ficou espantado quando, perante os seus olhos, “Eva”, a sua doente modesta e apagada, se tornou subitamente noutra pessoa.

Fechou os olhos e apertou as mãos contra as têmporas, como se estivesse em grande sofrimento.

Depois, os olhos abriram-se e surgiu um sorriso descarado. Com uma voz desconhecida, mas viva e cintilante, disse: “Olá, doutor! Ela tem passado uns maus bocados. Dá-me um cigarro, doutor?”

«Quem é ela?»

“Eva, é claro. A sua santa e sofredora doentinha.”

«Então, quem é a senhora?»

“Curiosamente, também me chamo Eva.”

Eva e Ea eram apenas duas das diversas personalidades que foram surgendo ao longo do tempo e de que apenas três podiam coexistir simultaneamente no espítrito da doente.

Quando um conjunto de três ‘morria’, outras três tomavam o seu lugar.

Algumas delas, sentindo a morte aproximar-se, chegaram a fazer testamento.

Para o fim do tratamento, emergiu uma última personalidade, a de Virgínia (o verdadeiro nome de ‘Eva’), que dizia a todos “Eu sou a Eva” e descrevia as suas múltiplas personalidades como ‘um mecanismo de defesa próprio que criou passoas satélites para enfrentar conflitos insuportáveis.

Os psiquiatras e psicólogos estão de acordo e acrescentam que o distúrbio pod provir de crueldades sexuais ou mentais sofridas pela vítima em criança ou em adolescente.

Chamam-lhe um distúrbio dissociativo porque o ‘eu’ pode dissociar-se, ou separar-se em sub-personalidades ocultas da consci~encia.

O distúrbio da personalidade múltipla, forma extrema dos estados dissociativos, é extremanete raro e exige um diagnóstico cuidadoso.

Embora alguns casos de personalidade múltipla tenham sido denunciados como fraudes, investigações recentes revelaram outros – incluindo o de Eva, que chegou a pretender chamar-se Maria de Lurdes – como sendo autênticos.

Os estudos mais convinccentes são os que mostram um padrão de ondas cerebrais específico para cada uma das personalidades do mesmo doente.

As pessoas normais não conseguem simular ondas cerebrais diferentes.

II

A vida dos professores, a muitos respeitos, parece-se com uma paciência de cartas. O seu êxito depende tanto da maneira que elas, as cartas, vão aparecendo, como da habilidade deles a dispô-las.

De pouco serve ser um jogador hábil se não se tiverem boas cartas. A vida, no que oferece de melhor, é uma combinação de sorte ed de habilidade.

O que achamos sorte é a forma pela qual os acontecimentos se nos apresentam. Esses acontecimentos dependem dum poder superior alheio à nossa vontade.
O êxito, portanto, só em parte depende de nós próprios; pertence à ordem das coisas que nos vão sucedendo.

Todavia, a habilidade e a inteligência desempenham papel indubitável no jogo da vida. O jogador que tiver fé na sua sorte, que proceda com habilidade e coragem, acabará por ganhar a partida.

“Se quereis ser bem sucedidos, acreditai na vossa sorte, persuadi-vos de que ela não vos faltará, mesmo que tenha de chegar mais tarde, mesmo que se apresente por forma diferente daquela que esperais.”

Napoleão tinha fé na sua estrela e todos os homens e mulheres que têm realizado grandes coisas, t~em estado persuadidos do seu mérito, convencidos de que a fortuna os gratificaria com os seus sorrisos.

Sem ligarmos nenhuma superstição a uma certeza deste género, como não havemos de compreender que o optimismo nos abre os olhos, nos torna atentos a todos os favores do acaso? A atitude que tivermos para com a vida, a vida a terá para connosco.

Aqueles que julgam ter pelo seu lado as forças obscuras deste mundo, são geralmente melhor sucedidos do que aqueles que julgam essas forças contra eles.

Quem poderia contar com o bom êxito dum candidato, mesmo de primeira ordem e muito bem preparado, mas que se apresentasse a concurso, a tremer de medo e convencido dum fracasso?

O segredo de tudo isto é que a fé na sorte, torna a mão mais segura, multiplica as forças, aumenta o engenho e, por conseguinte, torna-nos mais capazes dum esforço prolongado, duma perzeverança favorável.

A “privatização” dos gémeos  

Cartelado por Inquisidor

Em quase todas as culturas, os gémeos são tratados ou considerados de forma especial.

Em África, por exemplo, os povos Yoruba pensavem que os gémeos encarnariam espíritos divinizados que tinham voltado ao mundo dos vivos: os pais Yoruba eram presenteados com estátuas gémeas de madeira para comemorar o nascimento dos seu filhos.

O Kaguru, da Tanzânia, achavam que os gémeos possuiam poderes perigosos e por isso matavam-nos à nascença.

Também os cientistas ficam fascinados pelos gémeos. O património genético dos gémeos idênticos, ou monozigóticos é, por princípio, semelhante, e assim constituem instrumentos naturaisúnicos para estudar as influências provocadas nos seres humanos pelos factores adquiridos, não genéticos, como os ambientais ou as interacções com os pais, amigos e professores.

Para o estudo das relações entre a hereditariedade e o ambiente – a Natureza face à educação como determinantes do comportamento humano – os gémeos idênticos educados em ambientes e famílias diferentes, têm interesse especial para os cientistas, pois, embora as influências ambientais sejam diferentes, a carga genética de ambos é idêntica.

Os estudos biológicos e psicológicos baseados em gémeos são tão variados e específicos que há mesmo uma designação para eles – gemelologia.

(A gemelologia entre o anterior governo e o actual…)

Em Portugal há verdadeiros festivais realizados em Lisboa (e onde haveria de ser?) que celebram a sua condição, em verdadeiros concursos de parecenças e outras festividades. Tudo muito educativo, como é apanágio de ambos os governos. O anterior e o actual. Apenas com uma ligeira diferença relativa a uma questão de maioria…

Quase todos conhecemos pelo menos um par de gèmeos, o que não é de admirar, visto que um cada oitenta partos humanos é gemelar.

Portugal é dos países do mundo onde existem também mais idiotas! (Pessoas com ideias.)

Há dois tipos principais: os gémeos diferentes ou heterozigóticos, e os gémeos idênticos, ou monozigóticos.

Os diferentes geram-se no mesmo período de ovulação (devendo considerar-se comparativamente governação). São como quaisquer outros “irmãos” ou “irmãs”, excepto pelo facto de terem sido gerados juntos e “nascerem” na mesma data.

(Quando se cria um governo e ninguém apresenta desistência, o que obriga a alterações de última hora…) são todos gerados e nascidos ao mesmo tempo. Nem sempre se pode dizer se dois gémeos são idênticos ou diferentes só pelo seu aspecto.

Embora os gémeos idênticos tenham sempre o mesmo sexo, podem diferir na personalidade e na aparência, ao passo que os gémeos diferentes do mesmo sexo podem parecer-se tanto entre si que muita gentes – incluindo eles próprios – pensa que são idênticos.

As diferenças entre gémeos idênticos resultam de factores ambientais, como as respectivas posições dentro do “útero” (partido), a ordem de nascimento e os padrões de alimentação e entretenimento.

(Quem poderá afirmar que este primeiro-ministro é o mesmo que o anterior ao dia 27 de Setembro? Quem pode afirmar que o não é? Não são as perecenças tão próximas que “os” fazem parecer tão iguais como duas gotas de água benta?)

Talvez a regra principal na educação desses dois gémeos seja… a de não existirem regras outras que as suas. Uma das resultantes da sua particular proximidade, pode ser uma competição demasiado viva com os professores.

O seu pensamento é o de que: “são eles (os gémeos), afinal, quem terá de tomar todas as decisões.

O tocador mantém-se fiel ao seu instrumento favorito...!

Manifesto  

Cartelado por brit com

A escola não pode esperar mais

O actual modelo de avaliação de professores e a divisão arbitrária da carreira em duas categorias criaram o caos nas escolas. A burocracia, a desconfiança e o autoritarismo jogam contra a melhoria das aprendizagens e contra a dedicação total dos professores aos seus alunos. Quem perde é a escola pública de qualidade.

Este ambiente crispado e negativo promete agudizar-se nas próximas semanas. Com efeito, até ao dia 31 de Outubro, se até lá nada for feito, as escolas estão obrigadas por lei a fixar o calendário da avaliação docente para o ano lectivo que agora começou. Pior ainda, sucedem-se os Directores que teimam em recusar avaliar os docentes que não entregaram os objectivos individuais, aumentando a instabilidade e a revolta.

Independentemente das alternativas que importa construir de forma ponderada, é urgente que a Assembleia da República decida sem demoras parar já com as principais medidas que desestabilizaram a Educação, sob pena de arrastar o conflito em cada escola e nas ruas.

Porque a escola não pode esperar mais, os subscritores deste manifesto apelam à Assembleia da República que assuma como uma prioridade pública a suspensão imediata do actual modelo de avaliação de professores, a revogação de todas as penalizações para os que não entregaram os objectivos individuais e o fim da divisão da carreira docente. Sem perder mais tempo.

Não podemos esperar mais. A Educação também não.

Subscrevem:

Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Outròólhar (Miguel Pinto), O Estado da Educação (Mário Carneiro), O Cartel (Goretti Moreira), Octávio V Gonçalves (Octávio Gonçalves)

Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), Promova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública)