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Recados

Futuro dos professores  

Cartelado por Inquisidor

A Educação não escapará à reforma dos seus procedimentos de avaliação, julgados arcaicos.

Tudo indica, a nível europeu, que se caminha para uma avaliação dos profesores pelos alunos. (???).

Colocada à cabeça da lista num relatório, esta proposta teria podido abrir mais uma polémica. Portanto, foi com dificuldades que os sindicatos europeus dos profesores conseguiram relevar esta ideia audaciosa, megalómana, de tal modo parece pouco credível.

Se a prática está espalhada no ensino superior em França, nenhum especialista da educação pensa seriamente aplicá-la ao mundo escolar. Naquele país, qurenta anos após o Maio de 68, as pesadas tendências são, pelo contrário, pera restituir a função do professor, a marcar a diferença de estatuto entre o jovem e o adulto.

Todavia, a questão da avaliação dos professores – a nova febre dos governos europeus – será um dos desafios próximos futuros, enqunto surge como um dos pontos de bloqueio do sistema educativo. O arcaísmo do procedimento da avaliação não convém a ninguém; nem aos professores, nem à hierarquia e muito menos aos alunos.

Na primária, os professores são inspeccionados e notados. Esta nota “pedagógica” é tida em conta na progressão na carreira. Mas não há avaliação adminitrativa.

No ensino secundário, em contrapartida, os professores são objecto duma dupla avaliação.

A administração procede a inspecções que desembocam numa nota pedagógica (60% da nota global) e o chefe do estabelecimento propõe anualmente ao director uma nota administrativa (40% da nota global).

Ora, todos os professores e seus sindicatos reconhecem que este sistema não funciona nem pode funcionar.

Duma parte, a notação do chefe do estabelecimento é refém de grelhas extremamente fechadas, que retiram todo o significado.

Por outro lado, o papel das inspecções, pensadas para apreciar o que se passa nas classes, é totalmente ineficaz. Em princípio, esta inspecção deveria ter lugar todos os cinco anos mas, por falta de pessoal suficiente, um professor deve frequentemente esperar dez anos antes da visita dum inspector.

Os critérios de avaliação mantêm-se muito flácidos e a inspecção muirto subjectiva.

«O acto de avaliar é governado tanto ou mais pelo que o avaliador tem em mente (…) que pelas competências expressas pela pessoa a avaliar.

Mais fundamentalmente, o sistema de avaliação dos professores tropeça numa indeterminação quanto á finalidade. Ao mesmo tempo instrumento de gestão das carreiras e alavanca para promover as boas práticas, não preenche nenhum dos pepéis.

Esta reforma deveria acompenhar-se dum novo equilíbrio entre a avaliação individual dos professores, notados pelo seu superior, e uma avaliação colectiva das equipas pelos inspectores.

Na maioria dos países europeus, é o trabalho colectivo que é objecto duma avaliação, o que permite desdramatizar certas situações.

Um ministro da Educação afirmou: “Estamos demasiado obsecados pela inspecção individual dos professores!”

É necessário rever o futuro dos critérios de avaliação, devendo tomar-se em conta, para avaliar as equipas de professores, o sucessso dos alunos ou, mais exactamente, os progressos conseguidos.

This entry was posted on Quinta-feira, Novembro 12, 2009 . You can leave a response and follow any responses to this entry through the Subscrever: Enviar comentários (Atom) .

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